Sejam bem-vindos ! O objectivo deste blog é divulgar Artistas Portugueses que se enquadrem no movimento artístico contemporâneo, tendo como principais ferramentas de expressão: a Pintura ( meio que o blog privilegia), Desenho, Escultura, Instalação e Video-Art. O critério de selecção está directamente relacionado com o Conceito, Qualidade e Criatividade dos artistas, independentemente de estes serem conceituados ou não, no entanto a escolha tem como prioridade a selecção de artistas pouco conhecidos e por descobrir,mas que demonstrem uma verdadeira paixão pela arte, não esquecendo é claro a qualidade das suas propostas criativas.

....Arte Contemporánea por Artistas Portugueses....

...Contemporary Art by portuguese Artists....

23 novembro, 2010

Catarina Almeida


" s/t ",  Pen on paper, 14cm x 21 , 2009

 O desenho e a pintura usados simultaneamente como linguagens de expressão plástica num mesmo suporte, tendem a interagir com o observador de uma forma muito particular, os pormenores técnicos de ambos revelam-nos por vezes as etapas de sua construção, tal como a planta de um edifício, que nos regula em toda a sua estrutura. As criações de Catarina Almeida estão relacionadas com experimentação visual, utilizam estes dois meios clássicos de representação artística, no entanto, tendem tematicamente fugir à alienação da figuração. 
 Os trabalhos da artista aproximam-se da obra de Julie Mehretu, artista contemporánea muito conhecida pelos seus trabalhos de grande escala, onde a abstracção desvenda sistemas de difícil descodificação, mas convenhamos, as obras de Catarina, sendo similares em alguns aspectos da artista mencionada, caminham em direcções próprias, as áreas por si criadas, são transportadas para diferentes suportes, que tanto poderão ser papel de engenharia, outras suas variantes ou até mesmo a clássica tela.
 Os sistemas como meios de regulação de fenómenos, orgãos e doutrinas, surgem em suas obras, fazem-nos alusões a condensações unicelulares, ou a mapeamentos de locais indecifráveis. A organização de ambos e seu modo de interecção, revelam acções de globalização e dispersão de suas actividades, o ritmo e a repetição aleatória são valores que poderão ser encontrados no seu conjunto.
 A simplicidade individual e colectiva das formas, é um processo que a artista procura desenvolver, sensorialmente remetem-nos para espaços e universos que ora são microscópios, ou de grandeza disfarçada, devido à sua perspectiva visual e dimensão do suporte. Esta abstracção que poderá ter origens orgânicas ou meramente disfuncionais, não invalida futuras aproximações à figuração pela artista, processo este já utilizado em algumas obras passadas.

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